02/05/2007

Aquecimento Global: tão discutido quanto irreversível


Desde que eu me conheço por gente, ou seja, desde a época em que minha professora do primário me obrigava a escrever redações sobre desmatamento, queimadas, poluição, degradação ambiental, etc. Bem, desde essa época aí, temo que o mundo onde vivo e todas as suas reservas ecológicas desapareçam e isso afete consideravelmente minha vida.

Para que isso não aconteça, procuro pelo menos fazer a minha parte, não jogando lixo em locais impróprios, economizando água, optando por produtos ecologicamente corretos, dirigindo menos o meu carro, divulgando ações de guerrilha, e algumas coisinhas a mais.

Mas francamente falando, sem aquela hipocrisia que insiste em cercar esse assunto, não entendo até que ponto a coisa é crítica de verdade. Calma! Eu explico. Fico me perguntando se o planeta se tornará uma enorme panela de pressão num futuro muito próximo e o efeito estufa nos fritará como bifes acebolados? Ou morreremos todos de câncer de pele, desidratados, vítimas de novas epidemias, vírus, sufocados por gás carbônico ou coisa pior? Ou será ainda que tudo não passa de manobras preventivas para que o mundo encontre um jeito de se adaptar às novas condições pós-Revolução Industrial? Será? Acho a segunda hipótese muito difícil. Para o cientista inglês Martin Rees em seu livro Hora Final, as chances da nossa civilização estar viva até o final desse século são de 50%. Aterrorizante não?!

Todos nós sabemos que um mundo ecologicamente perfeito implica num colapso sem precedentes na economia mundial, ou seja - não tem como parar a degradação ambiental - o mundo do capital não permite tal ideologia. O que quero dizer é que o planeta não se salvará apenas com cidadãos responsáveis, que não jogam lixo em locais impróprios, que economizam água e que preferem produtos bio-degradáveis. A missão dessa "minoria" não é evitar extinção da vida no planeta, e sim adiá-la ao máximo.

Publicidades como essa aí de cima são bem interessantes por se tratar de uma forma criativa e legal de exemplificar nosso provável futuro. Serve também para mostrar que é preciso pensar com mais seriedade no mundo de amanhã. Mas conforme vou envelhecendo, me convenço que a raça humana não tem um tempo tão longo por aqui, igualzinho aconteceu com os dinossauros. E acredite: Não há absolutamente nada de concreto que possamos fazer para impedir isso, a não ser acostumar-se com a idéia.

Artigo escrito por:
Luciano Marino - Louco não, Publicitário!

Um comentário:

Inã disse...

Ótimo post, parabéns!!!

Uma visão bem fatalista do nosso mundo e também bem realista, eu acho que só tem solução se houver uma cooperação mundial para mudar esse triste fim.